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DISRUPTING EMPRESARIAL

Já ouviu falar sobre disrupting empresarial?

A inovação disruptiva passou a ser difundida como um conceito de ideia em meados de 2015 através do artigo publicado pelos professores da Harvard Business School, Clayton Christensen, Rory McDonald e Michael Raynor em seu artigo “What Is Disruptive Innovation?”

A partir desse marco temporal suas ideias passaram a ser difundida pelo globo e o termo “disrupção” entrou para o vocabulário de especialista e leigos em inovação. No entanto, relevante destacar que a teoria disruptiva surgiu em 1995.

Disrupção é o processo pelo qual uma empresa torna-se capaz de enfrentar com sucesso as companhias tradicionalmente estabelecidas, por meio de novas tecnologias, novos métodos e formas de trabalho e com até preços mais competitivos para atingir seus objetivos. Ou seja, enquanto empresas convencionais se dedicam a aprimorar seus produtos e serviços, com o objetivo de atender aos clientes mais exigentes e abastados, companhias com mentalidade inovadora e visão de oportunidade investem nos dois segmentos de mercado tidos como menos rentáveis: o de menor poder aquisitivo e o de novos clientes.

A inovação disruptiva em termos gerais e simples é a constante busca pelo novo, nunca se conformando com o “status quo” , um clássico exemplo é a KODAK, famosa outrora por comercializar os rolos de filmes para câmeras, contudo sem se ater as inovações tecnológicas da época não observou que os consumidores não necessitavam mais de rolos de filme ou de câmeras para tirarem suas fotos.

Outro exemplo mais recente é a difusão dos serviços de streaming, seja de filme, música ou outros, fato é que empresas como Netflix e Spotify dominaram um mercado a muito tempo dominado pelas empresas como Blockbuster e Virgin.

Neste último exemplo podemos observar facilmente que as empresas tradicionais, acomodadas com a situação outrora deixaram de lado a busca pela inovação, dando liberdade para pequenas empresas, agora gigantescas, observarem o vasto vácuo de mercado existente na época.

Mas como vislumbrar o árduo processo de disrupção?

Evidentemente que se faz necessário uma constante atenção de todos nós, até nos mercados que achamos os mais consolidados possíveis, porquanto todos nós, sem exceção, estamos à mercê do processo disruptivo e suas consequências se não prestarmos a atenção.

Os autores Chris Bradley e Clayton O’Toole analisaram no artigo da McKinsey que “um aspecto disruptivo é a habilidade de prever com precisão o que os clientes desejam antes que seja tarde demais. Ou seja, agir antes que seja óbvio que você precisa fazer aquilo”.

Reed Hastings, CEO da Netflix, destaca que inúmeras empresas bem-sucedidas falham nesse sentido, porque têm medo de prejudicar seu core business. Isso é um fenômeno que Christensen, coautor do artigo “What Is Disruptive Innovation?”, chamou de dilema do inovador. “As empresas raramente fracassam por mudarem muito rápido, mas frequentemente morrem por se moverem muito devagar”, conclui Hastings.

Bradley e O’Toole, da McKinsey, propõem, enfim, uma análise dos quatro estágios da disrupção para empresas com modelo de negócio estabelecido. O que inclui as barreiras envolvidas e as escolhas necessárias em cada etapa. Para tornar mais compreensível, os autores apresentam um gráfico comparativo entre a curva de crescimento de uma empresa com modelo de negócio inédito (em roxo) e outra, de modelo tradicional (em azul). Na vertical, fica o eixo de lucratividade e, na horizontal, a linha do tempo.

Denota-se que o processo de inovação disruptiva é fragmentado nas etapas: Detectável (indícios ainda fracos de que uma inovação é necessária), Claro (o novo modelo de negócio é validado), Inevitável (um número expressivo de pessoas adotam a ideia) e Novo Normal ( o negócio enfim escala e seu crescimento se estabiliza).

Como tornar sua empresa disruptiva?

Para tornar sua empresa disruptiva é necessário seguir três passos: Identifique quais tarefas seus clientes precisam fazer, segmente seus clientes por tarefas (não por produtos, tamanho, ou mesmo características demográficas) e desenvolva soluções básica, de baixo custo, que permitam realizar essas atividades.

Sempre tenha em mente que inovações disruptivas criam, necessariamente, novos mercados e reestruturam os que já existem. Ou seja, mexem no ‘queijo’ dos atuais concorrentes.

Dessa forma, em virtude da pandemia que passamos é criterioso observarmos as transformações de mercado que o COVID 19 trouxe a tona, como por exemplo a necessidade da digitalização dos serviços e implantação de fato do serviços Home Office, tornando-se notório que empresas que já estavam preparadas em termos termos não sofreram o forte impacto da crise financeira, até alguma conseguiram aumentar seu faturamento consideravelmente, enquanto aquelas que estavam em conformidade com o seus status quo sofreram gravemente.

Nesse sentido, o empreendedor é um eterno insatisfeito, mas que transforma seu inconformismo em descobertas. O insatisfeito que só reclama e nada faz para mudar não é empreendedor de verdade. A atitude empreendedora transforma os problemas em oportunidades; cria inovações para atender melhor os clientes e lidar da melhor forma com os fornecedores. A disrupção é consequência de atitudes empreendedoras explicitadas e organizadas a partir do uso de metodologias e técnicas.

Para mais informações disponibilizamos os artigos que embasou nossos argumentos links

Artigo da McKinsey sobre An incumbent’s guide to digital disruption

https://www.mckinsey.com/business-functions/strategy-and-corporate-finance/our-insights/an-incumbents-guide-to-digital-disruption?cid=digistrat-eml-alt-mkq-mck-oth-1607#

Artigo da McKinsey “The economic essentials of digital strategy”

https://www.mckinsey.com/business-functions/strategy-and-corporate-finance/our-insights/the-economic-essentials-of-digital-strategy?cid=strategy-eml-alt-mkq-mck-oth-1607
Roberto Dias Duarte https://www.robertodiasduarte.com.br/

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